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Ribeira

Praia da Engenhoca

A Ribeira, que é um bairro residencial, durante anos foi porta de entrada dos insulanos que vinham de barcas que fazia a ligação Ribeira x Pc. XV , ligando a Ilha do Governador com o Centro. Hoje em dia, a nova estação que faz ligação com a Praça XV, situa-se no bairro do Cocotá.

Porém, nos últimos anos a Ribeira veio ganhando cara nova até se tornar um conceituado centro gastronômico do Rio de Janeiro. Restaurantes como o Pizzarola, Planeta da Ribeira, Petisqueria Martinho, Boteco do Carlitos e Pontapé Beach contribuem para que o bairro, principalmente nos fins de semana, receba insulanos e moradores de outros bairros do Rio.

A feira-livre, que acontece aos sábados na Rua Fernandes da Fonseca, figura como uma das mais frequentadas da Ilha.

Praça Iaiá Garcia

Praça Iaiá Garcia

Entre outros atrativos para o lazer no bairro encontra-se a aconchegante Praia da Engenhoca e a Praça Iaiá Garcia.

Encontram-se no bairro o o estaleiro Transnave, instalado na década de 70, e a Shell, que produz aditivos e óleos lubrificantes.

A Ribeira abriga também uma unidade da Casa do Índio, fundada em 1968, e que foi a primeira das 40 criadas em todo o país a receber o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai).

História do Bairro:

O nome do bairro vem da fazenda da Ribeira que existiu no século XIX em estreita faixa de terra dessa área da Ilha do Governador. Nesse século, a Ilha funcionou como centro de abastecimento da Cidade, incluindo a pesca, cal, tijolos e telhas. Na Ribeira se estabeleceram portugueses, cultivando o solo com produção de aguardente e de cal. A população e suas atividades foram se expandindo e, na segunda metade do século XIX, a Ribeira já era uma localidade consolidada.

Em 1870, na faixa Ribeira – Zumbi – Pitangueiras, existiam mais de 100 casas e estabelecimentos comerciais. Com o advento do século XX, a urbanização se acelera. Em 1914 ali se instalam duas grandes Companhias de Petróleo, a SHELL e depois a ESSO. Em 1922, a Companhia de Melhoramentos da Ilha do Governador põe em circulação o bonde elétrico, com linha entre a Ribeira e o Cocotá, fazendo a conexão com o transporte marítimo, na ponte de atracação de barcas na Ribeira. O bonde seria extinto em 1964 e muito antes, em 1931, criou-se a primeira linha de ônibus ligando a Ribeira ao Galeão. A “Casa do Índio” merece ser lembrada por nos remeter aos primeiros habitantes da Ilha.

O arruamento e loteamento em torno da rua Paramopama datam de 1934 e representam toda a área atualmente habitada do bairro. No morro do Ouro foi construída, em 1913, a Igreja da Sagrada Família, em terras doadas pelo negociante português Fernando Fonseca. O bairro tem uma grande praça, junto ao terminal de barcas, denominada Iaiá Garcia, e duas praias, a da Ribeira e a da Engenhoca, essa com faixa de areia aumentada, quiosques e mais freqüentada. Na ponte Dr. Luis Paixão ficava o citado terminal de barcas, hoje transferido para o Terminal de Cocotá. No bairro, além das instalações das Companhias Petrolíferas, fica a mais importante feira livre da Ilha, e as quadras esportivas da ACM (Associação Cristã de Moços).

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