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Ilha do Governador

Rebocador da Marinha afunda na foz do rio Jequiá e provoca derramamento de óleo na Baía de Guanabara

O ecologista Sérgio Ricardo alerta que um rebocador que seria da Marinha do Brasil teria afundado nesta segunda-feira, 04, lançando grande volume de óleo nas águas da Baía de Guanabara, atingindo praias, a biodiversidade marinha e o manguezal do Rio Jequiá, na Ilha do Governador.

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Na Ponta do Matoso, segundo Sérgio, funciona o Terminal de Petróleo da Estação Rádio da Marinha, que compreende a Área de Proteção Ambiental e de Recuperação Urbana (Aparu) do Rio Jequiá.

O local abriga a Colônia de Pescadores Z-10 e o manguezal serve como refúgio e de alimentação para a avifauna, inclusive espécies migratórias, como maçaricos (Charadriiforme da família Scolopacidae), que anualmente vem do Hemisfério Norte.

Procurada, a Marinha do Brasil se posicionou sobre o caso.

“A Marinha do Brasil (MB), por meio do Comando do 1º Distrito Naval, informa que um dos rebocadores de porto da Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ) naufragou junto ao cais do Depósito de Combustíveis da Marinha, nas proximidades da Ilha do Governador, na tarde do dia 3 de novembro. Imediatamente, foram acionados os planos de emergência individual do Depósito de Combustíveis e da BNRJ, com o lançamento de dupla linha de barreiras de contenção e barreiras absorvedoras na posição, realizada inspeção da embarcação por mergulhadores da Marinha e feito monitoramento de áreas e praias próximas, inclusive colônias de pescadores que ali vivem. Não houve feridos e todos os quatro tripulantes que estavam na embarcação foram retirados em segurança. A reflutuação da embarcação seguiu as Normas da Autoridade Marítima (NORMAM) 16 e foi realizada na terça-feira (5), acompanhada pela Capitania dos Portos do Rio de Janeiro. Atualmente, a embarcação se encontra atracada e em reparos na BNRJ. A MB esclarece que desde o ocorrido, equipes realizam monitoramento das praias e dos locais adjacentes ao incidente, e não foram identificados indícios de poluição hídrica”

Fonte: Roberto Machiute/Thiago Caiçara

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