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Carla PereiraColunas

A história do dia Internacional da Mulher e as conquistas das mulheres Brasileiras

O dia Internacional da Mulher é comemorado oficialmente neste 8 de março pela 44° vez

A busca das mulheres pela equiparação dos seus direitos perante a sociedade não é assunto recente . O Dia Internacional da Mulher que é comemorado oficialmente pela 44ª vez , hoje neste 8 de março é fruto de um movimento multiclassista, multi-étnico, de diferentes orientações sexuais e multi-ideológico. A origem da data escolhida para celebrar as mulheres tem muitas explicações históricas e ao contrário da ” lenda ” em que a maioria das pessoas acreditam de que o dia Internacional da mulher surgiu após um incêndio em uma fábrica onde as trabalhadoras foram queimadas vivas , após protestarem por seus direitos. A discussão das origens do dia 8 de março vem sendo realizada há décadas e após pesquisar , pude constatar que a greve de Nova York, em 1857, quando teriam morrido mais de cem operárias queimadas, nunca existiu .

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Mas , se esta greve não existiu contrariando o “mito ” nas histórias divulgadas , podemos afirmar de que os primeiros “dias das mulheres” que surgiram no mundo, começaram possivelmente de fato com a grande passeata das mulheres que ocorreu em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York quando cerca de 15 mil mulheres se juntaram na cidade Americana e fizeram um grande protesto reivindicando por seus direitos e também protestando contra o trabalho infantil. Logo após o ato , em maio do mesmo ano, o Partido Socialista da América estabeleceu que o último domingo de fevereiro seria o “Dia Nacional das Mulheres”, data mantida até 1913. A data de 8 de março, porém, ganhou força na Rússia em 23 de fevereiro de 1917 pelo calendário Juliano, que coincidentemente caiu em 8 de março.

Mas, somente em 1975, 64 anos depois da convenção socialista e 30 após a sua criação, as Nações Unidas resolveram adotar a data como oficial para celebrar o Dia Internacional da Mulher .

Aqui no Brasil no dia 24 de fevereiro de 1932 tivemos um importante um marco na história da mulher Brasileira, nesta data foi instituído o voto feminino, garantindo as mulheres o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Em 2006, as Brasileiras tiveram outra grande conquista , com a aprovação da Lei Maria da Penha (Lei Federal 11.340), que trata de forma diferenciada a questão da violência doméstica contra a mulher e em 2016 o crime de feminicidio entrou no rol dos crimes hediondos. Já em 2018 a importunação sexual foi tipificada como crime , como prevê a lei  como prevê a Lei 13.718/18 .

Neste 8 de março podemos comemorar muitas conquistas, cada vez mais seguimos construindo um novo papel na sociedade. Hoje conquistamos parte importante no mercado de trabalho, estudamos, aumentamos a renda das nossas famílias e o mundo corporativo cada vez mais procura e depende dos nossos valores femininos.

Os avanços são incontestáveis nos cargos gerenciais e nas profissões liberais, como medicina, direito, arquitetura – com até 300% de aumento, na participação feminina em uma década. As mulheres já são 40% da força de trabalho no país e 24% dos cargos gerenciais.
Na política, apesar da participação crescente, tanto no Executivo, como no Legislativo, nos diversos níveis de Poder, Federal, Estadual e Municipal, a participação da Mulher ainda é muito pequena no Brasil, o que certamente vai requerer políticas afirmativas no sentido de aumentar ainda mais a participação feminina.

Comemorar o Dia Internacional da Mulher vai além de mandar flores. A ideia é conservar, reafirmar e promover conquistas e direitos. As historias das lutas femininas precisam ser mais contadas , para que principalmente a nova geração possa ter mais orgulho da história da mulher e assim respeitar mais as guerreiras que construíram com muita dor as nossas tantas conquistas. Torço para que tão logo essa data seja de fato comemorada e respeitada e que a nossa história seja motivo de inspiração para seguirmos lutando para que as conquistas femininas não fiquem apenas no papel e nos largos discursos, mas que aconteçam de fato ações efetivas que garantam as mulheres mais igualdade , mais respeito social e principalmente garantam o direto à vida .

Não há dúvidas de que avançamos e que podemos avançar muito mais , pois além de sermos responsáveis pela maternidade, hoje somos chefes de família e lutamos diariamente dentro e fora de casa. Já temos leis voltadas para o nosso público , mas precisamos lutar para a ampliação destas , precisamos reivindicar por mais políticas públicas para as mulheres e por mais criação de medidas protetivas contra o feminicidio , pois mesmo com a Lei Maria da Penha, o Brasil já se tornou o 5° País que mais mata mulheres no mundo . Devemos procurar estar cada vez mais envolvidas em movimentos políticos e buscarmos representantes que lutam pelos nossos direitos.

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